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sábado, 24 de outubro de 2015
Janelas para o Universo #SNCT2015
Este post faz parte da blogagem coletiva para a Semana Nacional de C&T 2015, organizada pelo Roberto Takata, do Gene Repórter.
Vivemos tempos privilegiados por termos acesso a imagens incríveis e fascinantes do Universo, obtidas através de diversos tipos de telescópios e instrumentos!
Esta é a justificativa para a promoção do tema "Um Universo de imagens" durante este ano, em que destacamos a importância da luz para as nossas vidas. O Ano Internacional da Luz faz um convite para contemplarmos o Universo através destas imagens!
A astrofísica é uma área da ciência que demanda desenvolvimentos tecnológicos extremos e, obviamente, cada vez mais caros. Porém, ela recompensa os investimentos gerando conhecimento, proporcionando novas tecnologias para o nosso cotidiano e disponibilizando as já citadas inspiradoras visões do Cosmos - frequentemente o único contato do público em geral com esta ciência.
Isto porque a maioria da população mundial pouco ou nada vê quando olha para o céu de suas cidades e, assim, perdeu o contato cotidiano com as maravilhas celestes. E quanto menos as pessoas são capazes de experimentar a observação de um céu repleto de estrelas, mais elas não entendem o que estão perdendo...
Até o início do século XX, em todos os locais do planeta era possível ver a Via Láctea a olho nu em noites de céu aberto. Com a propagação da iluminação artificial, o cenário começou a mudar. Já se buscava construir observatórios astronômicos em locais altos e secos desde as primeiras décadas daquele século mas, mesmo assim, alguns deles começaram a ser comprometidos por uma nova fonte de poluição: a luminosa, resultante do uso irracional da iluminação artificial. O Observatório de Monte Wilson, próximo a Los Angeles, foi um dos primeiros a ter seu trabalho afetado. Foi por observações obtidas lá que, por exemplo, Edwin Hubble descobriu que a nossa galáxia não é a única no Universo!
E aí cabe uma história interessante: na década de 1940, Walter Baade tirou proveito de blackouts, usuais durante a segunda grande guerra e que eliminavam a poluição luminosa em Monte Wilson, para descobrir a existência de diferentes populações estelares e estudá-las. Foi assim, sem a interferência das luzes artificiais, que ele pôde observar estrelas na galáxia de Andrômeda e descobrir uma região de baixa extinção por poeira interestelar na direção do centro da nossa galáxia, hoje conhecida como "Janela de Baade".
Além de comprometer o trabalho de observatórios já estabelecidos e privar as pessoas da contemplação de um céu estrelado, hoje sabemos que o uso ineficiente das luzes artificiais externas representa grande desperdício de energia elétrica. A poluição luminosa traz consequências negativas para a saúde humana, por exemplo, alterando a produção natural de melatonina, fator determinante para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, da obesidade, diabetes e depressão. No meio ambiente, a luz artificial irracional compromete a produção de alimentos e coloca em risco o ciclo natural de vida de várias espécies animais.
Mas, voltando à astronomia: a solução seria investir apenas em observatórios espaciais? Não seria. Além dos altos custos, riscos, limitações de tamanho, entre vários outros fatores operacionais e técnicos envolvidos em projetos de observatórios espaciais, nem todos os casos científicos poderiam ser totalmente estudados apenas através de dados obtidos por eles. É essencial termos observatórios para a janela visível do espectro eletromagnético em solo.
Atualmente, os maiores investimentos em novos telescópios têm sido feitos nos poucos locais do planeta que ainda oferecem condições de excelência, como o Norte do Chile, o topo do Mauna Kea (vulcão extinto localizado no Havaí, EUA), e as Ilhas Canárias (Espanha). A infraestrutura moderna de observação astronômica só é viabilizada devido à formação de consórcios internacionais: o Brasil, por exemplo, participa de consórcios que operam telescópios no norte do Chile (Gemini, SOAR e, esperamos que em breve, ESO) e em Mauna Kea (Gemini).
Observatório de Cerro Paranal (ESO), no norte do Chile, onde ficam os quatro telescópios ópticos mais avançados do planeta (créditos: ESO/H.H. Heyer). Clique na imagem para ampliar!
Mesmo estes locais privilegiados, que recebem investimentos que já alcançam a marca de bilhões de dólares, podem vir a ser comprometidos pelo aumento da poluição luminosa. Felizmente, todos eles possuem legislações e regulamentações buscando assegurar que a iluminação artificial das cidades nos seus arredores seja totalmente racional e pouco poluente.
Além disso, a UNESCO, através do International Council on Monuments and Sites (ICOMOS), e a União Astronômica Internacional (IAU/UAI) vem desenvolvendo estudos para aprofundar o conhecimento sobre as características e diferentes formas de patrimônio astronômico e desenvolver metodologias a fim de definir esta tipologia no contexto da Convenção do Patrimônio Mundial. Um dos temas emergentes foi a existência das "Janelas para o Universo", referindo-se justamente a estes locais de céus noturnos preservados e privilegiados que se tornaram essenciais para as pesquisas em astrofísica. Até o momento, foram feitos três estudos de caso: Cerro Tololo (Chile), La Palma (Espanha) e o Mauna Kea. Assim, a expectativa é que em breve estes locais possam vir a ser considerados Patrimônio da Humanidade. Mais do que um título, sua Convenção é um poderoso instrumento de preservação.
Enfim, a ideia do post, além de destacar a importância de preservar as "Janelas para o Universo", era incentivar o leitor a contemplar a beleza registrada através delas! Segue uma pequena seleção do "Universo em imagens":
À esquerda, duas galáxias em interação: NGC 2207 - a maior - e sua companheira IC 2163. À direita, galáxia espiral NGC 3190. Créditos: ESO. Clique na imagem para ampliar!
Esquerda: o aglomerado de estrelas conhecido como NGC 3293 (créditos: ESO/G. Beccari). À direita, detalhes da nebulosa de Órion (créditos: ESO/M.McCaughrean et al.). Clique na imagem para ampliar!
À esquerda, uma nebulosa planetária pouco conhecida, chamada de ESO 378-1 (créditos: ESO). À direita, a galáxia distante H-ATLAS J142935.3-002836. A imagem é uma combinação de observações feitas pelos telescópios Hubble e Keck-II (Havaí); créditos: ESO/NASA/ESA/W. M. Keck Observatory. Clique na imagem para ampliar!
Não se limite às imagens postadas aqui! Algumas dicas de páginas com farto material para o seu deslumbramento:
- A coleção completa do ESO;
- O álbum do Hubble;
- O site "Astronomy Picture of the Day" (APOD);
- A página "From the Earth to the Universe" (cuja exposição no Brasil foi chamada de "Paisagens Cósmicas").
Acompanhe a blogagem coletiva da SNCT2015, cujo tema é "Luz, Ciência e Vida", no Gene Repórter e por aqui mesmo.
Veja também a nota do MCTI sobre a ação: SNCT 2015 - Blogagem coletiva divulga tema “Luz, ciência e vida”.
domingo, 27 de setembro de 2015
Os perigos da poluição luminosa - reportagem da DW
É muito raro encontrar boas matérias em português sobre poluição luminosa. O vídeo abaixo é uma importante exceção e foi produzido pela agência alemã Deutsche Welle (DW), para a sua programação voltada ao público brasileiro.
A reportagem, de Maurício Cancilieri e Ceci Leal, é bastante completa: explica o que é poluição luminosa, seus impactos, mostra soluções de iluminação e pesquisas para evitar aumentar o problema. E tudo isso em menos de cinco minutos! Não deixe de ver!
A reportagem foi feita para o o programa Futurando, transmitido em emissoras públicas brasileiras parceiras da DW. Todas as edições também podem ser assistidas diretamente da página da DW.
O Futurando também fez uma matéria interessante sobre novas tecnologias para evitar o ofuscamento por faróis de carro (sim, isto também é poluição luminosa...): Tecnologia "Matrix" revoluciona faróis de carros.
Link original para a matéria sobre PL: Os perigos da poluição luminosa - O excesso de luz artificial pode prejudicar a saúde do homem e o meio ambiente.
domingo, 30 de agosto de 2015
O melhor gif animado de todos os tempos...
A ideia é essa: apague as luzes e acenda as estrelas!
Agradecimentos à Vera por compartilhar a imagem!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Uma ferramenta online para simular a geração de poluição luminosa
O projeto europeu "Inspiring Science Education" (ISE), com sede em Luxemburgo, se propõe a oferecer recursos digitais e oportunidades para professores tornarem o aprendizado de ciências mais atrativo e relevante para os seus alunos. Recentemente, o ISE disponibilizou uma ferramenta online para a simulação de cenários de iluminação artificial externa, com o objetivo de possibilitar a avaliação da geração de poluição luminosa e a adequação de cada configuração em relação à segurança para a circulação de pessoas.
A página oferece textos explicativos sobre poluição luminosa e instruções detalhadas para utilizar o simulador (em inglês, mas o Google Tradutor pode ajudar). De qualquer modo, vamos fazer uma rápida introdução ao uso da ferramenta e discutir alguns dos seus resultados.
A página possui uma série de abas que podem ser abertas pelo usuário. As duas primeiras são de apresentação, e a simulação propriamente dita é configurada em "Set the experiment options" (Configure as opções do experimento). São então oferecidos quatro parâmetros:
- A quantidade de postes de luz (light poles), variando entre três e nove;
- A altura dos postes - quatro ou sete metros;
- O tipo de lâmpada - vapor de sódio de alta pressão (HSP) ou LED;
- A potência das lâmpadas - 50 ou 80 W;
- O tipo de luminária - globo (globe, non cut-off), tipo semi-limitada (semi cut-off shield type), tipo totalmente limitada (full cut-off shield type).
Em seguida, é necessário abrir a aba "Run the experiment" (Execute o experimento) e clicar em "Start the experiment" (Comece o experimento). Em alguns segundos, uma tela surgirá ao lado da configuração com uma animação mostrando os resultados da simulação.
O ambiente a ser iluminado é o estacionamento de um supermercado, na frente do qual existem casas e, nos arredores, prédios. A animação permite que "circulemos" pela área, de modo observar a qualidade da iluminação gerada através dos parâmetros escolhidos pelo usuário. Alguns exemplos são mostrados a seguir.
O primeiro é a simulação da pior situação possível: nove luminárias tipo globo, em postes de 7 metros de altura e com as lâmpadas de maior potência (80 W). O resultado, ilustrado pela figura abaixo, é uma iluminação ofuscante, onde 30% da luz é emitida na direção do céu.
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| Captura de tela da simulação considerando a pior situação possível: nove postes com sete metros de altura, luminárias tipo globo com lâmpadas de 80 W, de vapor de sódio de alta pressão |
Uma escolha mais racional para uma grande cidade, distante de áreas de proteção ambiental, é a representada pela captura de tela abaixo: nove postes de 4 metros de altura, lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão de 50 W em luminárias com corte total. Nestas condições, a estimativa é que 4.25% da luz emitida estaria sendo na direção do céu. Cenário consideravelmente melhor do que no caso dos globos, embora o ideal seja reduzir esta componente a zero...
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| Captura de tela mostrando a simulação com escolhas racionais: nove postes de 4 metros de altura, luminárias totalmente limitadas (full cut-off). |
Um problema é o fato de que não é reproduzido o rendimento de cor de cada lâmpada. O vapor de sódio produz uma luz alaranjada, o que significa que ele emite em um intervalo mais restrito de energia, privilegiando os comprimentos de onda onde o olho humano é mais eficiente. O LED possui uma luz extremamente branca, com alto rendimento de cor (desnecessário para a nossa circulação noturna) e especialmente nociva para o meio ambiente. Nas simulações, as lâmpadas emitem sempre luz branca, embora o brilho do céu (resultado da luz indevidamente direcionada para cima) seja sempre alaranjado.
Tendo em vista esta limitação da ferramenta, nas imagens abaixo podemos ver como seria a iluminação na frente de uma residências, com os dois conjuntos de parâmetros já descritos.
Um outro problema da ferramenta é a poluição luminosa chamada de "luz intrusa", que é aquela iluminação planejada para um ambiente e que invade outro. É o caso da iluminação interna do supermercado, das casas e dos prédios, que dificulta a análise da qualidade dos diferentes conjuntos de parâmetros para a iluminação externa.
A ferramenta também permite simular o impacto na observação do céu e, em particular, na direção da constelação de Ursa Maior, facilmente visível no Hemisfério Norte. Basta ir na aba "Run the experiment" e clicar em "Ursa Maior". Serão oferecidas duas opções: "Ursa Maior - no light pollution" (Ursa Maior - sem poluição luminosa) e "Ursa Maior - current light pollution" (situação atual de poluição luminosa, considerando os parâmetros de entrada para a simulação).
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| Simulação da observação do céu na direção da constelação de Ursa Maior, sem poluição luminosa. |
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| Simulação da observação do céu na direção da constelação de Ursa Maior com os parâmetros da segunda simulação, escolhidos de modo mais racional. |
É um recurso didático interessante, desde que sejam levados em conta as suas limitações em reproduzir o rendimento de cor das lâmpadas e a impossibilidade de ligar/desligar a luz intrusa. Quer experimentar? As simulações podem ser feitas no endereço deste link.
A indicação desta ferramenta foi feita pelo projeto Globe at Night, através de seu boletim mensal.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Palestra sobre Poluição Luminosa na 13o Semana de Museus!
Para quem estiver no Rio, nesta quinta, dia 21/05 às 10h, ministrarei a palestra "Você sabe o que é Poluição Luminosa?". Estão todos convidados! O evento é aberto e, pretensamente, o conteúdo atende ao público em geral...
A palestra será no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e faz parte da programação da 13o Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. A semana tem como tema "Museus para uma sociedade sustentável". Assim, é mais do que adequado falar de iluminação artificial racional, principalmente em um museu que promove um programa público de observações do céu.
Além da Semana de Museus, é importante lembrar que 2015 é o Ano Internacional da Luz e a discussão sobre Poluição Luminosa é um dos temas de destaque da iniciativa "Luz Cósmica", promovida pela União Astronômica Internacional (IAU/UAI).
O MAST fica na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão. Telefone para contato: (21) 3514-5200.
A 13o Semana de Museus está ocorrendo desde o dia 18 e vai até 24/05, com cerca de 4500 atividades programadas para este período. Veja aqui a programação completa em todo o país.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2015 é o Ano Internacional da Luz!
Em dezembro de 2013, durante a sua assembléia geral, A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) decidiu que em 2015 seria comemorado o Ano Internacional da Luz (IYL2015).
Segundo o texto da resolução (em tradução livre a partir da versão em inglês): "... 2015 coincide com o aniversário de uma série de marcos na história da ciência da luz, incluindo os trabalhos em óptica de Ibn Al-Haytham em 1015, a noção da luz como uma onda proposta por Fresnel em 1815, a teoria eletromagnética da propagação da luz proposta por Maxwell em 1865, a teoria de Einstein para o efeito fotoelétrico em 1905 e a incorporação da luz na cosmologia através da relatividade geral em 1915, a descoberta da radiação cósmica de fundo por Penzias e Wilson e o resultado obtido através das pesquisas de Kao a respeito da transmissão da luz em fibras ópticas para a comunicação, ambos em 1965".
O objetivo desta iniciativa global é destacar para os cidadãos de todo o mundo a importância da luz e das tecnologias ópticas em suas vidas, para o futuro e o desenvolvimento da sociedade. Dezenas de eventos já estão cadastrados na página oficial do evento, cuja cerimônia de abertura oficial ocorrerá nos dias 19 e 20 de janeiro de 2015 na sede da UNESCO, em Paris (França).
Uma das linhas de ação do IYL2015 é a "Cosmic Light" (Luz Cósmica, no português). Liderada pela União Astronômica Internacional (IAU/UAI), a ideia é divulgar a importância da luz que nos alcança, proveniente dos diversos objetos que compõem o Universo. Assim, a discussão sobre a poluição luminosa e a conscientização a respeito da importância dos céus escuros serão temas fundamentais durante este ano.
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| Logo em português do Ano Internacional da Luz 2015 - Luz Cósmica. Disponível em https://www.iau.org/iyl/resources/. |
Assista abaixo ao vídeo de divulgação da iniciativa "Luz Cósmica" para o Ano Internacional da Luz, produzido pela IAU/UAI. O convite é para que "Cientistas, astrônomos amadores e o público em geral se juntem novamente [como no Ano Internacional da Astronomia, em 2009] para celebrar a Luz Cósmica que chega até a Terra". O ano de 2015 será uma oportunidade incrível para lutarmos por uma iluminação artificial racional, que respeite os ciclos naturais da vida no planeta e que nos permita voltar a ter contato com a deslumbrante visão do Universo, através da observação de um céu noturno despoluído...
No Brasil, o Ano Internacional da Luz será o tema da Semana Nacional de C&T, cuja 12o edição deve ocorrer entre os dias 19 e 25 de outubro de 2015.
Feliz Ano Internacional da Luz!
- Página oficial do IYL2015: http://www.light2015.org/;
- Página brasileira para o Ano Internacional da Luz (mantida pela SBPC): http://www.luz2015.org.br/;
- Página da IAU/UAI para as atividades relacionadas à ação "Luz Cósmica": http://www.iau.org/iyl/.
Update em 06/01/2015: o blog Gene Repórter está cadastrando blogs de ciência para uma ação sobre o Ano Internacional da Luz durante a Semana Nacional de C&T. Participe cadastrando o seu próprio blog ou acompanhando as postagens!
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Página de notícias sobre Poluição Luminosa (PL), mantida pela astrofísica Tânia Dominici.
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