terça-feira, 30 de abril de 2013
Última oportunidade de participar da campanha Globe at Night 2013 (29 de abril a 8 de maio)!
A última etapa da campanha Globe at Night 2013 está em andamento até o dia 8 de maio. Como explicamos aqui, o objetivo é engajar a população mundial na pesquisa para avaliar a poluição luminosa em diferentes partes do planeta.
Aproveite as belas noites de outono para fazer a sua contribuição! Durante os próximos dias, a constelação a ser identificada no Hemisfério Sul é o Cruzeiro do Sul.
O Globe at Night tem um aplicativo online de fácil utilização para o registro de suas observações. Está em inglês, mas é muito simples de entender. Descrevemos abaixo cada passo.
Passo 1: Insira o local e a data das suas observações
Passo 2: Informe onde foram feitas as suas observações. Ao entrar na página, o aplicativo pedirá a sua permissão para identificar a localização (baseado nos dados de sua conexão). Se for a mesma da observação, permita e confirme. Caso contrário, localize-a no mapa.
Ainda no Passo 2: Se puder, descreva no quadro o local das observações. Por exemplo, se foi em uma cidade grande ou área rural.
Passo 3: Clique nos quadrinhos até encontrar um mapa que represente a sua observação. Por exemplo, se você só consegue ver quatro estrelas do Cruzeiro, deve selecionar a imagem que indica '< 3.5 mag'.
Passo 4: Informe a cobertura de nuvens. O céu estava completamente limpo? Nublado? Clique no quadro que melhor represente a condição de observação. Na janela abaixo, coloque informações complementares, se considerar necessário.
Passo 5: Se você for um entusiasta dos céus escuros, pode eventualmente ter um equipamento como este que mostramos aqui, o SQM. Nesta parte do formulário é possível informar as suas medidas. Se não tem o equipamento, ignore e vá para o passo 6...
Passo 6: Com o relatório preenchido, clique em 'Submit Data' e envie as suas informações. Está feito! Você ajudou a avaliar os impactos da iluminação artificial no planeta...
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| Situação atual da participação brasileira no projeto de ciência cidadã Globe at Night, campanha de 2013. A nossa última chance de colaborar para as medidas deste ano termina em 8 de maio. O mapa completo das contribuições pode ser visto aqui. |
No twitter, acompanhe @GLOBEatNight e use a hashtag #GaN2013.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Calgary, no Canadá, aprova nova regulamentação contra a poluição luminosa
Na segunda, dia 08/04, a cidade de Calgary, no Canadá, aprovou por unanimidade uma nova regulamentação para iluminação externa, visando o controle da poluição luminosa.
A medida é um reconhecimento ao fato de que a má iluminação representa um gasto desnecessário de recursos financeiros e está afetando as atividades do Observatório Astronômico de Universidade de Calgary.
A nova regulamentação implica em requerimentos mais exigentes para novos pontos de iluminação e na obrigatoriedade de planos de iluminação detalhados em solicitações de licenças para novas obras. Antigos pontos de iluminação não precisam ser modificados imediatamente e devem ir se adequando conforme forem sendo substituídos, ao fim de sua vida útil.
A nossa ideia para as cidades nos arredores do Observatório do Pico dos Dias é bastante semelhante: exigir que novos pontos de iluminação sejam racionais e ir adequando os antigos conforme tiverem que ser trocados. É importante notar que um eventual maior investimento em luminárias e lâmpadas mais modernas e menos poluentes é compensado pela economia em manutenção, consumo de energia elétrica e maior vida útil.
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| Imagem recente de Calgary à noite a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). obtida pelo astronauta canadense Chris Hadfield e compartilhada em seu twitter, |
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| Outra visão das luzes de Calgary a partir do espaço (NASA Geophysical Data Center, http://www.blue-marble.de/nightlights/2012). Tudo isso é luz desperdiçada, que não está ajudando a população a se locomover com segurança, agride o meio ambiente e ainda impede a observação das estrelas...
Acesse as notícias originais (em inglês):
New light pollution curbs pondered by the council (08/04/2013)
Calgary to dim light pollution (09/04/2013)
Veja também: RASC Calgary Centre, com informações sobre poluição luminosa e as ações de combate na região de Calgary.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Mais um observatório astronômico fechado devido à poluição Luminosa - Zijinshan Observatory
O Zijinshan, também conhecido como Purple Montain Observatory (Nanjing, China) foi o primeiro observatório e instituição de pesquisa astronômica construídos na China durante o século XX. A sua construção teve início em 1928 e as operações foram iniciadas em 1934.
No final de março, foi anunciado o encerramento das operações noturnas do observatório. A principal causa é a poluição luminosa, sendo que alguns pesquisadores relatam que não é mais possível sequer ver a Via Láctea no sítio do observatório (Observatory inactive due to light pollution). Segundo a reportagem, outros observatórios chineses estão seriamente ameaçados. Durante os anos de operação, vários asteroides e cometas foram descobertos no Zijinshan Observatory, que também mantém equipamentos e linhas de pesquisa em radioastronomia.
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| Purple Mountain Observatory, localizado em Nanjing (China), cujas operações noturnas foram encerradas devido à poluição luminosa. Imagem de Julius Rabl via Wikipedia. |
É muito triste ver mais uma infraestrutura de pesquisa astronômica vencida pela iluminação artificial irracional. Veja aqui a página do observatório (em inglês) e a notícia completa sobre o fim das operações devido à poluição luminosa.
Isso não precisa acontecer: a poluição luminosa pode ser evitada e até revertida. Além disso, áreas em torno de locais especiais como reservas naturais e observatórios astronômicos devem ser protegidas por legislações ou regulamentações que orientem os moradores em seus arredores no sentido de não produzir poluição luminosa.
Citando a Declaração de La Palma (em tradução livre):
"Os locais privilegiados para a observação astronômica constituem um bem escasso no planeta e sua conservação representa um esforço mínimo em comparação com os benefícios que surgem do conhecimento e do desenvolvimento científico e tecnológico. A proteção da qualidade dos céus nestes locais tão singulares deverá constituir uma prioridade nas políticas de preservação do meio ambiente e científicas de caráter regional, nacional e internacional. Medidas e disposições extremas devem ser feitas de modo a permitir a proteção destes locais dos efeitos nocivos da poluição luminosa, radio-elétrica e atmosférica."
Via @POLCouncil.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Aproveite a Hora do Planeta para observar o céu!
A Hora do Planeta é um ato simbólico promovido anualmente pela organização não governamental WWF (World Wide Fund for Nature - Fundo Mundial para a Natureza, em tradução livre).
A ideia é apagar as luzes durante uma hora para demonstrar a preocupação de governos, empresas e cidadãos com o aquecimento global e, consequentemente, com o futuro do planeta. Neste ano, o evento será realizado no sábado, dia 23/03, a partir das 20:30 h. Participe! Visite a página oficial do evento no Brasil.
Mas, o que fazer durante a Hora do Planeta, enquanto as luzes estiverem apagadas? Uma sugestão é aproveitar para ver as estrelas! É uma oportunidade incrível de perceber o quanto a poluição luminosa, gerada pela iluminação artificial irracional, impede a observação do céu noturno. É importante que a sua cidade também esteja engajada no evento e apague as luzes dos edifícios públicos, monumentos e arredores.
Veja na imagem abaixo as simulações do céu feitas para a cidade de Itajubá, próxima ao Observatório do Pico dos Dias, para o dia 23/03, no início da Hora do Planeta. Na imagem à esquerda temos o céu com a poluição luminosa típica de uma cidade de médio porte. Já à direita, temos o céu que poderia ser observado caso não houvesse qualquer poluição luminosa. O arquivo em pdf com as simulações pode ser obtido aqui.
| A imagem mostra simulações do céu da cidade de Itajubá (cerca de 90 mil habitantes, no Sul de Minas Gerais) com poluição luminosa (à esquerda) e caso não houvesse interferência da iluminação artificial (à direita). Os mapas foram feitos com o programa gratuito Stellarium e uma versão em pdf das simulações está disponível. |
Em Itajubá, a Hora do Planeta faz parte do calendário oficial do Município desde 2012 e a concentração costuma ocorrer em frente à Câmara Municipal, no centro da cidade. É uma iniciativa importante e, como dissemos, pode ser utilizada para conscientizar as pessoas sobre a poluição luminosa, principalmente em uma cidade que tem a responsabilidade de estar próxima ao local onde está instalado o maior telescópio astronômico profissional em território brasileiro...
Não deixe de fazer parte desse movimento. Não custa nada, mas diz muito sobre a nossa consciência em relação aos danos ambientais provocados pela ação dos seres humanos no planeta. Sábado, dia 23/03 às 20:30 h, apague as luzes por uma hora e... aprecie as estrelas!
Não deixe de fazer parte desse movimento. Não custa nada, mas diz muito sobre a nossa consciência em relação aos danos ambientais provocados pela ação dos seres humanos no planeta. Sábado, dia 23/03 às 20:30 h, apague as luzes por uma hora e... aprecie as estrelas!
Marcadores:Hora do Planeta,Itajubá,OPD,poluição luminosa | 0
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Monitoramento da qualidade do céu no Observatório do Pico dos Dias utilizando o SQM-L
Desde 2012, a qualidade do céu no OPD está sendo monitorada através de medidas do brilho de fundo do céu. Para tanto, utilizamos um equipamento chamado Sky Quality Meter (SQM-L), produzido pela empresa canadense Unihedron. As medidas são obtidas em unidades de magnitude por área (no caso, segundos de arco ao quadrado). A magnitude é uma medida de brilho cuja escala é invertida: quanto maior o valor, menos brilho, e vice-versa.
E quanto menor o brilho do fundo do céu, mais estrelas podem ser observadas. Do ponto de vista da astronomia profissional, isso significa que em locais escuros os cientistas podem investigar objetos celestes de brilho mais tênue. Se o brilho do céu é elevado por conta da poluição luminosa gerada pela iluminação artificial, de nada adianta investir em telescópios maiores, uma vez que não haverá impacto sobre a ciência que pode ser realizada naquele local. Ou seja, o descontrole no uso da luz artificial implica no subaproveitamento da infraestrutura para a astronomia observacional profissional, que é cara e cujo desenvolvimento sempre traz avanços do ponto de vista tecnológico.
E quanto menor o brilho do fundo do céu, mais estrelas podem ser observadas. Do ponto de vista da astronomia profissional, isso significa que em locais escuros os cientistas podem investigar objetos celestes de brilho mais tênue. Se o brilho do céu é elevado por conta da poluição luminosa gerada pela iluminação artificial, de nada adianta investir em telescópios maiores, uma vez que não haverá impacto sobre a ciência que pode ser realizada naquele local. Ou seja, o descontrole no uso da luz artificial implica no subaproveitamento da infraestrutura para a astronomia observacional profissional, que é cara e cujo desenvolvimento sempre traz avanços do ponto de vista tecnológico.
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| SQM-L, aparelho para medida do brilho do céu, que permite quantificar os prejuízos causados pela poluição luminosa. Produzido pela Unihedron. |
A figura abaixo mostra os dados coletados entre setembro e dezembro de 2012 no Observatório do Pico dos Dias. Até o momento, as medidas têm sido feitas na direção do zênite (ou seja, no ponto que corta a esfera celeste imediatamente acima da cabeça do observador). O brilho do céu médio durante o período foi estimado em 21.16 +/- 0.11 magnitudes por segundos de arco ao quadrado. Esse valor indica que o OPD ainda é um bom local para pesquisas astronômicas, apesar do crescimento acelerado das cidades ao seu redor. A escala de magnitudes é logarítimica e a diferença de uma unidade representa um fator de 100 no fluxo de energia. Assim, mesmo variações de décimos no brilho do céu são muito importantes.
![]() |
| Variação do brilho
do céu no OPD durante as noites, estimada com o SQM-L entre setembro e dezembro de 2012.
Os diferentes símbolos representam medidas feitas na proximidade de cada
um dos três principais telescópios do OPD (B&C, PE e Zeiss).
A flecha indica uma medida onde o fundo do céu estava muito mais claro,
devido à presença da Lua. A escala de magnitude/arcsec^2 é invertida:
quanto maior o número, mais escuro é o fundo do céu. |
O brilho de fundo do céu também varia por questões naturais, como os ciclos de atividade solar e a presença da Lua (como indicado pela flecha na figura acima). Assim, é preciso manter um monitoramento contínuo para compreender as variações naturais do sítio e o impacto da iluminação artificial nos seus arredores e em diferentes escalas de tempo.
Portanto, desde 2012, podemos oferecer informações quantitativas sobre os impactos da poluição luminosa no Observatório do Pico do Dias. Esses dados devem ajudar as cidades nos seus arredores a controlar o desperdício de energia elétrica e a qualidade de sua iluminação.
O objetivo principal deve ser manter a qualidade do céu no ponto em que está e, idealmente, melhorá-la através de ações que levem a um uso mais racional da luz artificial. Experiências em outros sítios astronômicos mundo afora mostram que a recuperação da qualidade do céu em vários décimos de magnitude é possível. Junto com isso vem a melhora da qualidade de vida da população, seja através da economia financeira proveniente de sistemas sustentáveis de iluminação ou da minimização dos impactos da luz articial na saúde humana.
Os dados atualizados do monitoramento devem ser disponibilizados, sempre que possível, por meio deste blog.
Marcadores:monitoramento,OPD,poluição luminosa,SQM-L | 0
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A segunda etapa da campanha Globe at Night está em andamento!
Como explicamos neste post, a campanha internacional "Globe at Night" é um convite para que a população ajude a estimar a poluição luminosa no planeta. A segunda rodada de medidas em 2013 está em andamento desde o dia 31 de janeiro e vai até 9 de fevereiro.
O mapa abaixo mostra os dados fornecidos até o momento pelo Brasil. Veja aqui como enviar a sua contribuição para ajudar a mapear o problema no nosso país. Nesta época do ano, basta contar quantas estrelas são visíveis na constelação de Órion quando observada da sua cidade.
Contribuição brasileira ao projeto "Globe at Night" até o momento na campanha de 2013. Veja aqui o mapa geral e interativo.
A constelação de Órion (à direita) e as Plêiades (à esquerda) observadas no Observatório do Pico dos Dias. As nuvens refletem a poluição luminosa de Itajubá, por isso o seu aspecto alaranjado.
Acompanhe o 'Globe at Night' também no Twitter: @GLOBEatNight, e use a hashtag #GaN2013. No caso de dúvidas, não deixe de nos consultar através dos comentários. Cada participação é muito importante para a conscientização acerca dos problemas relacionados à iluminação artificial irracional.
Cartaz oficial do projeto. A próxima etapa ocorrerá entre os dias 3 e 12 de março.
Marcadores:ciência cidadã,Globe at Night,poluição luminosa | 0
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
França cria lei para diminuir o consumo de energia elétrica e a poluição luminosa
A partir do início de julho, todos os imóveis não residenciais da França deverão desligar as luzes do seu interior até uma hora depois da saída do último funcionário. As luzes externas serão desligadas até 1:00 h da manhã.
A lei preserva datas festivas, como o Natal, eventos e todos os serviços necessários para a segurança da população. Ou seja, determina o que deveria ser o lógico: a iluminação artificial só deve ser utilizada quando e durante o período de tempo em que for realmente necessária.
A expectativa é de economizar anualmente o equivalente ao consumo de energia elétrica de 750 mil residências.
A ministra do meio ambiente, Delphine Batho, afirmou que a legislação coloca a França como pioneira na prevenção da poluição luminosa, que perturba os ecossistemas e o sono das pessoas.
Ainda não conhece os impactos da iluminação artificial irracional? Veja na nossa página sobre poluição luminosa.
Ah! As luzes de Paris... Mas, cadê as estrelas?! (Crédito: T. Dominici).
Acesse também as notícias originais do jornal britânico Telegraph: "Paris, the City of Light to be plugged into darkness?" e "France to have lights turned off".
Via @IDADarkSky.
Marcadores:França,legislação,poluição luminosa | 0
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Página de notícias sobre Poluição Luminosa (PL), mantida pela astrofísica Tânia Dominici.
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